São 23h. O corpo está pesado. Você deita e pensa: hoje eu durmo.
Dez minutos depois, a cabeça liga. A reunião de amanhã. A conta que vence. Aquela conversa atravessada no fim da tarde.
Você pega o celular "só pra ver a hora". Faz a conta: se dormir agora, ainda dá seis horas.
Pega no sono depois da meia-noite. E às 3h50 acorda do nada. Olho aberto, cabeça ligada.
Rola de um lado pro outro. Conta quanto falta pro despertador. Pensa na lista do dia. Às 5h20 cochila pesado. Às 6h o despertador toca, e você levanta pior do que deitou.
O resto você conhece. Corpo moído. Cabeça pesada. A mesma mensagem lida três vezes. O terceiro café antes do almoço. O pavio curto com quem você mais ama, e a culpa logo depois. No domingo, dorme até mais tarde "pra compensar". Na segunda, está pior.
E você já tentou. Chá de camomila. Melatonina da farmácia. Som de chuva. Vídeo de meditação. Travesseiro novo. Largar o celular, que durou duas noites.
Se você se reconheceu aqui, primeiro uma coisa: não é falta de esforço. Não é fraqueza. E não é "coisa da idade" sem saída. Tem explicação. E dá para trabalhar nela.


